Desde 1926
Na parte inferior, margem esquerda da mensagem, aparece uma criança, de mala na mão, pronta para a viagem de comboio; na margem direita vê-se um adulto, bem protegido por um capote e de chapéu na cabeça. E o petiz pergunta ao crescido: “excusez-moi, monsieur, le train pour un monde meilleur?”
Como é difícil a vida para tanta gente. Tanto corrupio, tanta azáfama, agora para chegar a tempo ao trabalho, depois por compras que há para fazer; e há que ir buscar os filhos, que os pôr no inglês, nas explicações…
Curioso, o miúdo perguntou ao pai: – qual é o tamanho de Deus?
Um avião atravessava os céus e o pai, vendo o pássaro gigante, respondeu à pergunta do filho com uma outra pergunta: – de que tamanho é aquele avião?
Pegou na avó da cadeira de rodas, levou-a ao colo com um dos braços dela a enlaçar-lhe o pescoço, foi com ela, nos braços, até ao palco e então, sim, o diploma parou primeiro nas mãos da anciã, merecedora de toda a gratidão.
Eles conversavam muito, falavam sobre suas mulheres, as suas famílias, as suas casas, os seus empregos, o seu envolvimento com o serviço militar, onde eles costumavam ir nas ferias, etc. E em todas tardes o homem que ficava perto da janela quando podia sentar-se, passava todo o tempo a descrever ao seu companheiro todas as coisas que ele podia ver através da janela.
De louvor foi o tom maior. Pelo amor. Pela família. Pela vida. Pela fé. Por tanta e tanta luta. Por dias de sol e dias de chuva ou até de trovoada. Por conquistas e fracassos. Por sonhos realizados e acertos de rota. Por encantos e frustrações. Por muitas lágrimas e abundantes sorrisos… Mas com o amor sempre vivo!
Escolheu o nome de Leão XIV, para surpresa geral. Se palpites se tivessem colhido, talvez lhe tivessem sugerido o nome de João Paulo III, ou de Francisco II… Mas não. O novo Papa tem consciência destes novos tempos, verdadeiramente diferentes, revolucionários, época inovadora, viragem significativa na história. Estamos na era da inteligência artificial, com tudo o que isso implica de imensas potencialidades e de proporcionais riscos.
Mãe da Páscoa, Senhora do Caminho, luz resplandecente sobre as trevas do mundo, quero hoje contemplar-te no seio deste mistério pascal da paixão, morte e ressurreição de Jesus.
Não há muito, voltei a perder-me diante da Pietà de Miguel Ângelo, dentro da Basílica de S. Pedro, casa mãe de todos os católicos. Olhei a beleza dos rostos. Colhi os sentimentos que transmitem. Deixei-me extasiar por tanta formusura, delicadeza e serenidade.
E fui relembrando o muito que sobre esta escultura se tem escrito.
Confirmei a geometria da peça: um triângulo, qual invocação da Trindade, à luz da qual toda a história da Virgem se percebe. Os corpos e os seus movimentos ajustam-se aos propósitos matemáticos do artesão.
A notícia atira-nos para o Japão, mas certamente poderia situar-nos noutros países, onde o fenómeno espreita. A viagem termina nas cadeias, preenchidas, não com criminosos, mas com gente idosa, senhoras, concretamente.
A estória vai correndo em várias versões, mas uma das possíveis reza assim:
Jesus teve compaixão de um médico que, depois de tantas e tantas consultas, se encontrava exausto. Atravessou a sala onde se acumulavam os doentes em (desesperada) espera, entrou no gabinete e disse ao colega: pode ir embora, que agora tomo conta.
Os pacientes, vendo isto, logo pensaram: chegou a hora de mudança de turno.
O Natal é, para muitos, uma festa querida. Não digo para todos, pois nessa quadra as feridas da vida doem mais, as ausências tornam-se mais clamorosas, os desgostos avivam as cores… Mas digo, para muitos
Espreita-nos um novo ano jubilar, a jorrar bênçãos para 2025. O Papa Francisco vai inaugurá-lo no dia 24 de dezembro próximo, abrindo a porta da Basílica de S. Pedro, no Vaticano.
Quando nasceram, os anos jubilares aconteciam de 50 em 50 anos. Com essa cadência os celebravam os hebreus. Para quê?! – Para libertar os escravos, para deixar a terra descansar e para alimentar especialmente o espírito.
Rezar é entrar em comunhão com Deus e deixar que Ele entre em comunhão connosco. Rezar é colocar o coração em Deus, a vida em Deus, o mundo em Deus e permitir que Ele invada o nosso interior, a nossa casa, o nosso trabalho, o nosso mundo e o mundo inteiro.
A oração é o mais simples de todos os ritos.
Desentendermo-nos, é muito fácil. Primeiro porque, perfeitos, não somos. Depois, os defeitos, toleráveis a início, com o passar dos dias, meses, anos vão-se tornando insuportáveis. Some-se a tudo isso o facto que cada um tem os seus gostos, o seu temperamento, a sua forma de encarar a vida e de ver a realidade…
Pasmo-me frequentemente com a entrega, com os desvelos, com a generosidade das mães. Tento entender onde encontram tanta energia, tanta paciência, tanta resiliência, tanta persistência.























